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domingo, 18 de maio de 2014

A Mulher de Jó - Poema de Elisabeth

A irmã Beth postou na nossa Página um Poema Baseado em uma Mensagem de Pedido de Perdão que fiz na Igreja anos atrás e sempre que posso compartilho em meu perfil do Facebook, mas ainda não foi postado aqui...
Assim, hoje vou compartilhar com quem só me segue por aqui.


"Mesmo com toda esta dor, ainda mantêm sua sinceridade, homem? 
Amaldiçoa seu Deus e morra"
(Jó 2.9)

Hoje, olhando para as cinzas onde rolavas o corpo doente,
Lembrei da primeira vez que o vi,
Homem belo, sóbrio, cheio de vida, contente.
Quantas felicidades revivi.

Por alguns minutos todo o mal cheiro,
Dissipou-se todo o odor ocre de morte,
E o vi ainda de posse de toda sua antiga sorte.

Lembrei-me que saia a sacrificar por nossos filhos,
Filhos queridos que a morte exterminou,
Lembrei-me das noites de insônia, cânticos sem estribilhos.

Sofri com todas estas lembranças e retornei,
De novo a nossa realidade insana,
Então, angustiada até a morte, chorei.

Pela primeira vez em todos estes meses, humana,
Desiludida, sem esperança, pequei
E a alma angustiada, gritou, profana,
A febril e infeliz frase, pela qual lembrada serei.

Que ao menos as mães da terra,
Possam entender a dor que o peito encerra,
Ao relembrar todos os meses de espera e dor,
Que me separavam de meu infeliz amor.

Meus filhos mortos estão,
Meu esposo morre aos poucos no quintal,
Seus amigos, outrora irmãos, criticam sua posição,
E para mim só a dor que dilacera e é real.

Nem mesmo um filho de resto,
Um carinho, um amor, um afeto,
Para acabar com meu tormento e dor,
Do céu só vem o silêncio do Criador.

Tem piedade de nós, Senhor.

( Baseado na mensagem do Pastor Sergio Silveira - 03/01/2009 - Fiel companheira e amigos nem tanto)


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